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Seguro Auto em 2024: menos prêmios, mais pressão.


A SUSEP – Superintendência de Seguros Privados divulgou os dados oficiais do mercado segurador em 2024 e o recado é claro: o seguro de automóveis encolheu. Com uma queda de 3%, o setor fechou o ano com R$ 35 bilhões em prêmios e R$ 25 bilhões em sinistros pagos.

Mesmo com a retração, as movimentações dentro do top 10 das seguradoras revelam muito mais do que números. Revelam estratégias, eficiência e os desafios reais da rentabilidade.

🥇 Porto: o gigante que também é eficiente

A Porto Seguro lidera com folga: R$ 7,3 bilhões em prêmios. Ao somar a operação da Azul Seguros (R$ 3 bilhões), o Grupo Porto responde por impressionantes R$ 10,3 bilhões, ou seja, quase 30% do total do mercado entre as 10 maiores.

Mas o que impressiona ainda mais é a eficiência: sinistralidade de 61,1%, abaixo da média do mercado (71,3%). É a combinação rara de escala + resultado técnico positivo. Um golaço.

🟡 Grupo HDI: tamanho com alerta.

O Grupo HDI, ao juntar HDI e Yelum Seguradora, antiga Liberty Seguros soma R$ 5,1 bilhões em prêmios. No entanto, paga R$ 4,3 bilhões em sinistros, com uma sinistralidade preocupante de 84,3%. A YELUM, recém-reposicionada no mercado, contribui com um índice ainda mais alto (86,2%). O alerta está ligado.

📉 Mercado desafiado:
Mesmo nomes fortes como Bradesco Seguros (R$ 4,9B) e Tokio Marine Group (R$ 5,6B) enfrentam pressão. A Tókio chama atenção pela vice-liderança em volume, mas precisa controlar a sinistralidade de 60,7%. Já a Allianz Brasil e a MAPFRE fecham o ano acima da casa dos 75%, o que aperta a margem e exige ajustes técnicos.

🔍 O que tudo isso nos mostra?
O mercado está mais competitivo, mas menos rentável. A queda na arrecadação é reflexo de um país onde o carro pesa no bolso, e o seguro também. Redução na venda de veículos, aumento no preço de peças e custo de reparos pressionam as seguradoras.

Quem se destaca é quem consegue fazer o arroz com feijão bem-feito: gestão de risco, tarifação precisa e eficiência operacional.

✍️ Conclusão:
O jogo de 2024 mostrou que crescer é bom, mas crescer com controle é melhor ainda. E que, no mercado de seguros, tamanho não basta. Resultado técnico é o verdadeiro termômetro da saúde da operação.

No fim do dia, o seguro auto continua sendo vital. Mas para continuar existindo, ele precisa ser sustentável. E é aí que o mercado vai separar quem apenas vende apólices… de quem constrói uma operação sólida.
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