No mercado segurador, dois termos emergem como pilares na avaliação de riscos: frequência e severidade. Apesar de ambos serem fundamentais, seu impacto varia conforme o segmento analisado.
Frequência representa o número de sinistros ocorridos em um período. No seguro de automóvel, por exemplo, uma alta frequência indica que o risco inicialmente precificado não corresponde à realidade. Se muitos sinistros são registrados, fica claro que há um desalinhamento no perfil do segurado ou na forma de mensuração do risco. Esse acúmulo, mesmo que com valores individuais controlados, leva a reajustes significativos na renovação do seguro, prejudicando o consumidor e desafiando a sustentabilidade da carteira da seguradora.
Já severidade refere-se ao impacto financeiro médio de cada sinistro. Em outros ramos de seguro, como de saúde ou de grandes riscos patrimoniais, um único evento com alta severidade pode comprometer seriamente a estabilidade financeira da empresa. Assim, para o mercado segurador como um todo, a severidade é tão prejudicial quanto a frequência, pois um sinistro de grande monta pode gerar perdas catastróficas.
No entanto, quando falamos especificamente de seguros de automóvel, a frequência ganha um destaque maior. Isso ocorre porque, mesmo com valores indenizatórios geralmente contidos, o acúmulo de sinistros sinaliza que algo não está em conformidade com o risco precificado. Essa constatação reforça a necessidade de reavaliar não apenas a política de precificação das seguradoras, mas também os comportamentos e perfis dos segurados.
A reflexão que deixo para a nossa comunidade é a seguinte: a busca por um equilíbrio entre frequência e severidade é um desafio contínuo, que exige transparência, análise crítica e, principalmente, um olhar humano para compreender as razões por trás dos números. Ao entendermos profundamente esses dois elementos, podemos trabalhar juntos para desmistificar o mercado segurador, tornando-o mais justo e sustentável para todos os envolvidos.
Gostaria de saber a opinião de vocês: como enxergam esse equilíbrio e quais estratégias acreditam ser mais eficazes na prática?
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