Recentemente, um trágico acidente aéreo abalou Gramado, no Rio Grande do Sul. Uma aeronave de pequeno porte caiu após decolar, deixando dez pessoas a bordo sem vida e causando destruição em residências e comércios. Este episódio levanta uma questão importante: como os danos causados por acidentes aéreos são tratados no mercado segurador?
O Seguro É Obrigatório para Voar.
No Brasil, é obrigatório que todas as aeronaves tenham uma apólice de responsabilidade civil. Esse seguro cobre danos causados a terceiros no solo, passageiros e, em alguns casos, à carga transportada. Sem essa apólice, a aeronave não pode operar legalmente.
Apesar dessa exigência, nem sempre significa que todos os prejuízos serão indenizados automaticamente. Existem limites de cobertura, e a regularidade da apólice precisa ser comprovada. Se algo estiver fora de conformidade, as vítimas podem enfrentar desafios para obter as indenizações devidas.
Cobertura de Queda de Aeronaves em Seguros Residenciais e Empresariais.
Outro aspecto importante é a proteção contra queda de aeronaves presente em apólices residenciais e empresariais. No mercado brasileiro, essa cobertura geralmente faz parte da cobertura básica.
Para residências, protege contra danos à estrutura e, em alguns casos, ao conteúdo interno. Em apólices empresariais, a proteção pode incluir mercadorias, equipamentos e até lucros cessantes, dependendo do contrato. A inclusão dessa cobertura, muitas vezes automática, traz tranquilidade aos segurados diante de eventos como o ocorrido em Gramado.
Seguros e a Realidade das Indenizações
Embora existam leis e seguros obrigatórios para aeronaves, isso não garante que todas as indenizações serão automáticas. O pagamento depende da regularidade do seguro da aeronave e do cumprimento das normas.
Por outro lado, apólices residenciais ou empresariais com cobertura para queda de aeronaves são uma camada adicional de proteção. Garantir que sua apólice esteja atualizada e compreendida é essencial para evitar surpresas.
Conclusão
O acidente em Gramado nos relembra da importância dos seguros e de suas nuances. Ter uma apólice obrigatória é essencial, mas entender os limites e a abrangência das coberturas é igualmente crucial. Proteção vai além de obrigatoriedade; é uma ferramenta de tranquilidade diante do inesperado.